Los Andes Sagrados

Los Andes Sagrados

lunes, 1 de febrero de 2016

Escuta aberta....


A escuta aberta deste instante, sem opção, sem foco, sem a divisão da mente inconsciente, nos traz à percepção os serenos frescores para participar da festa que está surgindo agora.
Escutar com sinceridade, é como beber todo o ar leve da Vida e embriagados querer mais.
Esta escuta sem limites abate o pensamento de tempo e de espaço e nos abre à percepção da totalidade de nós mesmos que chega desde todos os lados neste instante.
A incessante escuta é seiva e semente da floresta vibrante, da Presença Inocente. Seiva para fluir sem pararmos a ver nada, porque nada é especial; semente para florescer e frutificar num mesmo instante.
A escuta inocente rompe a dualidade coerência-incoerência e pula no vazio deste agora consumindo no fogo da plena atenção toda historia pessoal que cria este intento em vão de coerência ou este julgar incoerências, como um deus caolho. A escuta do coração, quando todo o restante está quieto, nos permite sentir a magia dos anjos com seus pincéis de orvalho. Sussurram criando o que o fluxo da consciência pura projeta na tela neutra de Deus.
Escutamos o que Somos.
A escuta sem opção me permite sentir o rumor destas veias, e não termina neste corpo senão que continua rindo e correndo apressado no sangue de todos os que lutam.
A escuta é talentosa parideira, assim do coração nascem as palavras flores, as palavras perfumes e o canto fertiliza o vazio, oferecendo vida à Vida.
A escuta na quietude é gozo estático, perplexidade da percepção ante o cântico da Comunidade do Coração, que avança lutando pela vida, o pão, o amor indiviso, as coisas frugais, a paisagem viva e a poesia para todos.
A escuta ocorre sem escutador, no há diretor nem controlador, nem quem escute, e é essa a magia poética da escuta inocente.
Quando ocorre, quando descubro que não há quem escute, a escuta se transforma e transforma toda percepção em asas, e voo em instantes que duram eternidades… tenho vida sobrando para banhar-me em cada instante…
Não há ninguém aqui, mas tem a escuta, o maestro chegou, não é ninguém, mas é o Maestro… não há ninguém aqui nem ali, porque não há distancia nem espaço para habitante algum no Amor indiviso, a percepção que dá nascimento a  escuta inocente…
A escuta inocente me devolve a delicadeza espontânea de flor, a irmandade de pássaro, de onda, de nuvem e o rio azul zéfiro da Graça que chega incondicional e livre a embelezar tudo.
A escuta está aqui, não há quem escute… e neste simples espaço a beleza de SER é Tudo, nada mais é necessário, tudo está pleno… e em paz.
Lucidor Flores


Prática dos 21 dias - março 2016
O PERFUME DO JARDIM - A Comunidade do Coração


Informações: misticaandina21dias@yahoo.com.br

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