Los Andes Sagrados

Los Andes Sagrados

miércoles, 15 de julio de 2015

Há um chamado chegando!

Vem da raiz da mais alta ponta dos nevados.  O escrevo com dedos de vento, de rio, de cantos guerreiros.
Esta chamada, amigos queridos, não está sujeita aos olhos cotidianos. Não será escutada por mentes cheias de pensamentos individualistas.
Mas aqueles que estejam vazios receberão e responderão a chamada de Pachamama. Os tambores ancestrais dos abuelos voltaram a soar. Na fria solidão.
Dos apus, nas selvas mais profundas, entre canoas e rios caudalosos os tambores soam, trazendo o chamado celestial.
O terror das cidades, sua confusão, as novidades incessantes te impedem de escutá-lo. Os passarinhos, as árvores, as cascatas o escutam.
É o canto de Pachamama chamando a mulher jaguar, o homem puma a sair da passividade do hipnotizante conformismo da mente e do apartamento.
São como chispas. Chegam a nossa bandeira-mandala e desde ali ao coração. São sementes vivas, chamados a militar, a servir, a solidarizar-se, a abrir-se ao sofrimento desta vida e a redimir a humanidade de tanto dano que fizemos a nossa casa em comum, como bem  disse Francisco.
Este Chamado que te convida a entregar-te inteiro ao canto da esperança, em uma África negra e resplandecente em vida inocente e feliz.
A um Brasil unido como uma mãe, com espaço para receber e dar comida e alegria a todos e todas.
Este chamado à unidade, sem julgar, nem se separar porque o outro tenha outra cultura, outra religião, outro partido político, outra forma de vincular-se sexualmente ou outra forma de comer.
Há tanta morte que recordar e pedir desculpa e, assim, liberar para seguir.
O chamado provém do Jardim, onde ocorrem as Iluminações. O chamado está vibrando agora, aqui, enquanto LÊS... os antigos guerreiros da injustiça, da impiedade do colonizador estão aqui, caminham conosco, não morreram, são alento para levantar a voz.
Para defender e ser um com os pobres de todo o planeta, de unirmo-nos a todos os animais que são fabricados para matar, somos um com todas as dores, assim, ao não fugir do grito de terror das vidas as abraçamos e nos transformamos em irmãos, companheiros.
Há um chamado chegando aqui, agora. O sentes?
Dentro deste infinito alarido de terror há um doce chamado a cuidar, curar, irradiar e ser.
Agora que o recebeste, que farás?
Lucidor


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